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Historia

"Entendemos que uma Universidade deve existir prá manter sempre em marcha o grau de desenvolvimento de uma sociedade."

- Editorial do Boletim #5 do Centro Acadêmico de Ciências Exatas, 1971

Os primórdios...

Ao ser criada a Universidade Estadual de Campinas (UEC - e, posteriormente,UNICAMP) em 1966, os alunos de seus primeiros cursos (Medicina, Química, Física, Engenharias Elétrica, Mecânica e Química, dentre outros) sentiam a necessidade de entidades que lutassem pelos seus direitos. Os estudantes de Medicina contavam com o Centro Acadêmico Adolfo Lutz desde 1963, e, no início de 1967 os estudantes de exatas uniram-se e, em reunião em um pensionato, fizeram a ata de fundação de seu Centro Acadêmico. Nascia o CACBC, Centro Acadêmico dos Cursos Básicos de Ciências da UEC.

Através destas primeiras entidades, os estudantes reivindicavam condições de ensino decentes na ainda incipiente Universidade e lutavam contra a repressão de liberdades e direitos civis no autoritário regime militar ao qual o país estava submetido desde o golpe de 1964. Em 1970, o CACBC foi fechado pela reitoria da Universidade, com seus membros acusados de colaborar com as guerrilhas de oposição. Para ocupar o vácuo deixado por este CA, em 1971 foi fundado o Centro Acadêmico de Ciências Exatas (CACE), que duraria até 1975.

Um Centro Acadêmico para os Engenheiros

Porém, após dois anos da fundação do CACBC, os estudantes da FEC - Faculdade de Engenharia de Campinas, integrante da UEC - reuniram-se novamente, agora em uma das salas da primeira sede da UEC, situada no prédio da rua Culto à Ciência no bairro Botafogo (que anteriormente abrigava o Colégio Bento Quirino e hoje é o Colégio Técnico da Unicamp - COTUCA), para se organizar e formar uma nova entidade.

Após várias reuniões, discussões, e sugestões, ficou decidido que a FEC teria o seu próprio Centro Acadêmico. Assim, às 10 horas do dia 9 de Junho de 1969, nascia o Centro Acadêmico Bernardo Sayão, o CABS, que tem por finalidade defender e lutar pelos direitos de seus sócios, todos os estudantes da Faculdade de Engenharia de Campinas (FEC).

A primeira sede do CABS foi no próprio prédio da UEC, depois mudando-se para outro imóvel também na rua Culto à Ciência até o momento em que se mudou para o primeiro prédio da FEC, na Avenida Albert Einstein, nº 400, já no campus do distrito de Barão Geraldo, que havia sido inaugurado em 1969.

Sendo a FEC formada pelos departamentos de Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Engenharia Química, esses foram considerados os primeiros sócios.

Através da Lei Suplicy de Lacerda, instaurada em 1964 e que colocou na ilegalidade as principais entidades estudantis da época (UNE, Uniões Estudantis Estaduais e diversos Centros Acadêmicos), o CABS chegou a ser fechado em meados de 1970. Em seu lugar foi permitido criar o DABS (Diretório Acadêmico Bernardo Sayão), dentro das diretrizes da Lei Suplicy de Lacerda, embora, na prática, o CABS seguisse normalmente com suas atividades, inclusive de oposição à ditadura. Posteriormente, o DABS foi extinto e o CABS "retornou" a seu formato original. 

O fim da FEC

Em 1986, acaba a FEC e seus departamentos são elevados à categoria de faculdade. Outras faculdades foram criadas depois disso e cada uma delas criou seu próprio Centro Acadêmico. Em 1988 a Engenharia Mecânica deixa o CABS para criar o seu próprio CA (atual CAEMM).

Em 1992, a FEE, Faculdade de Engenharia Elétrica, passa-se a chamar FEEC, Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação, entretanto os alunos do curso de Engenharia de Computação também criam seu próprio CA, o CACO.

Durante o período da ditadura militar, o CABS teve grande atuação e sempre se mostrou contra o regime autoritário dos generais. Em 1984, o CABS realizou o primeiro show no campus da UNICAMP, no fim da ditadura, trazendo Caetano Veloso.

A história recente...

Em 1999 o CABS completou 30 anos já como um dos maiores e mais tradicionais Centros Acadêmicos da Unicamp.

De 2003 para 2004, a Engenharia Elétrica e a Engenharia Química resolvem se separar, de maneira que o CABS fica sendo o CA somente da Engenharia Elétrica e a Engenharia Química monta o seu próprio Centro Acadêmico, o CAFEQ.

Em 2009, o CABS completará 40 anos de existência, e estamos preparando comemorações especiais para esta data. Breve, mais fatos e fotos sobre a história doCABS.

Conheça aqui o arquivo do CABS!

Afinal, quem foi Bernardo Sayão?

Denominado o "Bandeirante do Século XX", Bernardo Sayão foi um dos principais colaboradores do presidente Juscelino Kubitschek, responsável pela construção da rodovia Belém-Brasília e pelo início da construção de Brasília. Conta-se que JK desejou ser sepultado ao lado deste grande homem.

Engenheiro agrônomo formado em 1923 pela Escola Superior de Agronomia e Medicina Veterinária de Belo Horizonte, Bernardo Sayão vivia em acampamentos construídos às pressas, ensinando os peões a ler e escrever.

Sua luta era o progresso, e ele e seus operários não mediram esforços para continuar o desbravamento da Floresta Amazônica, passando muitas vezes fome. No dia 15 de janeiro de 1959, devido a um infeliz acidente, uma das árvores derrubadas caía em sua barraca, encerrando a história de um dos mais brilhantes engenheiros do Brasil.

CABS possui um exemplar do livro "Meu Pai Bernardo Sayão", escrito por sua filha, Léa Sayão.


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